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30 de dez. de 2014

Fatalmente engraçado #01 - Armadilha do Olho Grande


Salve, Salve os dragões tem dormido muito, então o anão aproveitou para trazer um de seus passatempos favoritos, traquinagens, err.. quer dizer, armadilhas, sim, A-R-M-A-D-I-L-H-A-S  será uma série curta assim como a cozinha do Anão que irá sendo revelada aos poucos.
Bem, muitos mestres de muitos sistemas de muitos cenários devem ter dificuldades com certos personagens, geralmente o lobo solitário que sempre cisma em se desvencilhar do grupo na hora mais inoportuna, ou até mesmo problema de entrosamento de alguns personagens, ou até mesmo jogadores que ficam dispersos na hora da narração e até aqueles que decidem arrasar com toda sua crônica fazendo coisas ilógicas pois apresento a vós sua DEFINITIVA solução!

ops... acho que não é bem desse Olho Grande que estamos falando

A armadilha do Olho Grande
Bem , se lembra daquela história de quem muito quer nada tem? Então aqui esse principio funciona. Acompanhe a narração.
Descrição: Seguindo pela trilha vocês estão em uma densa clareira, as copas das arvores criam uma pesada penumbra que mesmo com a ajuda de tochas torna o local visivelmente ameaçador.
 Seguindo no interior da clareira uma arvore frondosa de folhas finas com um salgueiro se destaca dentre tantas outras, num galho alto ainda goteja o sangue do que parece ser de um humano , dependurado pelo pescoço. Suas roupas encardidas dão idéia de que talvez ele fosse um mendigo perdido que encontrou má fortuna, suas mãos já estão levemente inchadas enquanto o rosto tem claros sinais de tortura, no chão pregado a uma estaca fincada uma placa tem os dizeres “ Cuidado, aqui jaz um ladrão”.
Funcionamento: O corpo morto pendurado é apenas um gatilho para a verdadeira armadilha, o seu peso mantém a corda esticada, no alto das arvores camuflada pelas folhas existe uma espécie de lâmina fixada por pregos e um peso na extremidade oposta da corda, quando a corda for afrouxada (o corpo morto retirado da corda) o peso no lado oposto descerá fazendo com que a tesoura se feche cortando uma segunda corda. Essa segunda corda tinha a função de manter preso um tronco recoberto por arame farpado que foi sorrateiramente escondido na copa das arvores e está “direcionado” para atingir o local mais próximo do corpo morto.
Está armadilha pode ser usada para enfurecer os jogadores, realmente não é um desafio mortal, mas fará com que eles fiquem um pouco frustrados por terem sido apanhados em algo tão simplório. Podemos também substituir o corpo morto por uma adaga de prata com um recado fincado no tronco que deve ser recoberto de videiras, cipós e musgo usados para manter a corda escondida (que estará presa, por sua vez, pela faca), aguçando a curiosidade natural dos jogadores, imagine a cara deles quando lerem o papel dobrado ao meio com os dizeres “Idiota” depois de serem praticamente esmagados pelo tronco. Outra função clássica desse tipo de armadilha é servir como um ataque surpresa para um grupo de bandoleiros ou mesmo caçadores. Usar da curiosidade dos jogadores (com um objeto de valor prendendo uma carta) ou de sua humanidade (que fará com que os heróis sintam a necessidade de dar um enterro digno ao pobre defunto, que pode ou não ser um conhecido do grupo) é um golpe psicológico interessante, mas como cada mestre conhece seus jogadores o ideal é incrementar a armadilha com, quem sabe, um medalhão na mão do corpo morto?
Bem de contra medida a nossos lindos jogadores podem:
·         Notar que o corpo foi pendurado a um certo tempo depois de morto ( com um teste de perícia/habilidade relativo a medicina, dificuldade mediana)
·         Se explorarem o cenário e forem bem sucedidos em um teste difícil de procurar/observar/conhecimento do terreno podem acabar achando o tronco e assim cortar a corda que o sustenta fazendo o mesmo cair no chão.
·         E em ultimo caso pode simplesmente após ativar a armadilha tentar esquivar de imediato ao enorme tronco em sua direção, devido a ser um movimento improvisado é indicado um teste de Reflexo/esquiva ( dificuldade difícil), lembrando que se o tronco acertá-lo além do dano contusivo irá ficar desmaiado durante 1d4 horas devido a enorme pancada que recebera sobre seu corpo.

O dano não deve ser nada mortal mas o suficiente para o personagem ou personagens sentirem a conseqüência de seus atos. É importante aqui frisar que armadilhas também servem para por algum conteúdo moral ou para ser usada afim de proporcionar desafios que só o grupo unido conseguirá ( ou não) sair dessa ilesos ( ou não tão ilesos assim).

Só que com o tronco né? 


Bem, por hoje é só draconianos! E lembrem-se no dia de hoje aprendemos que quando tá muito facil pegar aquele tão sonhado item é melhor correr porque " É UMA CILADA BINO! ".


5 de out. de 2014

Sobre panos de fundo

  Olá, meus queridos draconianos e minhas queridas draconianas, há muito tempo estive ocioso daqui, mas não dos projetos com meu amigo, Gabriel, e eis que é hora de voltar ao trabalho. Como o Gabriel declarou ontem, os dragões despertaram de seu sono de amadurecimento, crescimento pessoal e profissional, e agora são maiores e melhores, e por trás de tudo isso há uma grande história, e é justamente sobre isso que venho falar hoje, histórias, panos de fundo, o famoso background ou BG.
É aonde muitos mestres pecam e jogadores também, o bg é o único momento em que os jogadores podem narrar para o mestre e possuem total controle do cenário, obviamente com certas restrições, mas é aonde mostra o quão familiarizado o player está com o cenário e também backgrounds podem dar muitas tramas ou pano de fundo para aventuras
Obviamente não se deve fazer algo focado em um só personagem pois levando em conta que todos os player são protagonistas mas algo que inclua o cenário de modo geral e explique bem as condições que levaram o seu personagem a fazer o que faz
Imagine você atualmente largue de uma hora para outra seu emprego fixo ou largue os sonhos da família em ter um filho formado para tentar uma carreira de músico, ou virar uma mochileira e conhecer o mundo a fora? Todos sabem que não é bem assim que funciona pois toda a ação tem consequências, e dificilmente um personagem de 30 anos iria sair por aí andando com um moleque de 15 que diz ser um mago ou então com alguém de uma raça diferente para ir e matar um dragao assim do nada.
É preciso levar em conta fatores como tradições, cultura e econômia local, preconceito, por exemplo em uma crônica medieval é imprescindível um universo aonde homens e mulheres têm os mesmos direitos, até porque possuímos costumes patriarcais e machistas aonde as mulheres eram criadas para o casamento e contratos então qual é a sua desculpa para fazer sua pirata peituda e aventureira que desafia a lei?
Então, vamos montar um background caprichado?
Primeiro: donde seu personagem veio? Porque veio dali? Ele era pobre? Como era a vizinhança aonde ele estava inserido?
Segundo: como ele age? Como ele pensa? Como os outros veem ele? Como é seu relacionamento com a família? Ele possui muitos círculos sociais? Descreva-os
Terceiro: O que ele quer? Para onde quer ir? Existe algo que impeça-o de cumprir ou é algo extremamente inacessível? Ele possui traumas ou perturbações por não conseguir tal coisa? Qual é a maior virtude dele? E o maior defeito?
Se conseguir responder essas questões já possui metade do personagem feito, agora é só imagina-lo no cenário e vouala! Sai um herói fresquinho para a ação.
Vamos supor que o personagem seja pobre e um guerreiro! Ele provavelmente não teve estudos então não priorizou o atributo de inteligência e quando se deu conta era mais uma mão de obra como todo mundo, porém ele possuía muitos contatos o que lhe garantiu uma vaga no quartel aonde recebeu treinamento militar mas devido a sua carisma elevada ele não passou por todo aquele processo de forma rígida mas sim sempre ficou na sombra enquanto outros ficavam no sol e esses contatos lhe garantiram um bom trabalho para um nobre, e por aí vai basta ter certeza do que quer fazer e começar a tecer a linha do destino.
Acho que já deve ter pego o espírito da coisa e é com uma frase que termino:
"Viver é uma brincadeira perigosa onde os maiores dragões são as contas no final do mês ou as brigas por poder"
Então, vamos deixar nossos personagens mais humanos?
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